
A história de Caim e Abel apresenta dois filhos de Adão e Eva. Os fatos narrados a partir de Gênesis 4, nos mostram os primeiros herdeiros do mundo após o pecado original. Um era pastor de ovelhas, enquanto outro era agricultor.
Contudo, a inveja do primogênito em relação ao caçula permitiu o mais antigo assassinato da história humana. Caim, ao invejar e não se livrar desse mal, matou o próprio irmão. E, é esta sequência de fatos que nos ajuda, dentro da Bíblia Sagrada, a entender por que esse sentimento é um dos mais nocivos, que arruína famílias e vidas inteiras.
Caim e Abel: as ofertas e a advertência
Após seu nascimento, os dois herdeiros do primeiro casal da humanidade tornaram-se homens e buscaram ofertar o que tinham e produziam a Deus. É aí que vemos o relato inicial de inveja na história dos nossos ancestrais.
“Passado algum tempo, Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe as partes gordas das primeiras crias do seu rebanho. O Senhor aceitou com agrado Abel e sua oferta, mas não aceitou Caim e sua oferta. Por isso Caim se enfureceu e o seu rosto se transtornou” (Gênesis 4:3-5).
Ou seja: Caim sentiu inveja não pela falta do agrado, mas porque outro fez o que não conseguiu. O próprio Senhor perguntou ao rapaz os motivos da sua fúria, de seu rosto transtornado, falando que o bem é aceito, mas quando não feito, abre as portas para o pecado (Gênesis 4:5-7)
É exatamente isso que acontece com qualquer pessoa: quando deixamos a porta aberta para a inveja, ela entra e domina nossa vida. Os pecados agem dessa maneira, mas poucos, como a inveja, podem evoluir para raiva, ira, fúria e, o pior de todos: assassinato.
Afastando-se da presença do Senhor
Logo após matar de forma hedionda seu irmão em um campo (Gênesis 4:8), Caim manchou a terra de sangue. O primeiro assassinato da história, então, foi motivado pela inveja que consumiu alguém que não buscou aprender com o outro e assim melhorar.
Como aponta a sucessão de fatos de Gênesis 4:9-16, Caim não apenas teve que responder o seu crime, mas também viver longe da presença de Deus. É importante destacar que o próprio agricultor cita “Meu castigo é maior do que posso suportar”.
É isso que a inveja faz: afasta as pessoas de Deus. E, nos dias de hoje, isso torna-se ainda mais perverso: esse terrível sentimento surge não de pessoas que estão buscando agradar o Senhor, mas por quem está tentando agradar aos homens.
A história de Caim e Abel também ajuda a examinar a comparação. Em outras palavras, a riqueza e as coisas mundanas tornaram-se mais objetivo de inveja e desejo, afastando as criaturas do seu verdadeiro Criador.
Lições da história de Caim e Abel
A história do assassinato de Abel continuou acontecendo ao longo da história. A inveja domina as pessoas que matam seus irmãos, pais, amigos e vizinhos; ou, quando não o fazem, morrem espiritualmente por deixarem esse sentimento os dominar.
Por isso, reflita. A inveja não traz nada de bom e não o faz crescer. Prefira, junto ao Senhor, o sentimento oposto e que é uma virtude humana: a admiração ao próximo.
Leia a sequência completa de Gênesis 4
O relato de Caim e Abel inclui a advertência anterior ao crime e a resposta de Deus depois dele. Por isso, leia Gênesis 4 para acompanhar cada momento. O texto não permite reduzir tudo a uma discussão sobre o tipo de alimento oferecido.
Além disso, reconhecer a inveja deve levar a uma resposta responsável. Isso pode incluir interromper comparações, buscar apoio e reparar uma atitude injusta. Para compreender o contexto anterior, veja nosso estudo sobre o casal no Éden.
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